Sou apaixonada pela fisioterapia, com um olhar aguçado para o atendimento de alto padrão, especialmente no cuidado domiciliar. Com experiência no ramo, me dedico a criar conteúdos ricos e estratégicos para o público que busca um atendimento diferenciado, como por meio da LOB Fisioterapia. Procuro conciliar as necessidades específicas dos pacientes com o que há de mais moderno na área de fisioterapia.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
Existe idade certa para começar a fazer atividade física?
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
Fisioterapia e Prevenção de Quedas na Terceira Idade
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento saudável decorre da manutenção da capacidade funcional (CF) ao longo da vida, a qual possibilita o bem-estar e melhor qualidade de vida em idades mais avançadas.
Entretanto, o processo de envelhecimento é marcado por diversas alterações biológicas, físicas, emocionais e sociais e dentre elas estão a redução da massa óssea e muscular, limitações das atividades de vida diária (AVD), isolamento social, aumento do risco de quedas e elevação nas taxas de morbimortalidade.
Define-se queda como um evento que ocorre quando uma pessoa inadvertidamente cai ao chão ou outro nível mais baixo; às vezes, uma parte do corpo colide contra um objeto que interrompe a queda. Normalmente, os eventos causados por distúrbios agudos (p. ex., convulsões, acidente vascular encefálico) ou grandes riscos ambientais (p. ex., ser atingido por um objeto em movimento) não são considerados quedas.
As quedas são a terceira causa de mortalidade entre pessoas acima de 65 anos no Brasil, logo, a manutençãoda capacidade funcional na população idosa é essencial.
As quedas ameaçam a independência dos idosos e causam uma cascata de problemas individuais e socioeconômicos.
Muitos idosos se tornam relutantes em relatar uma queda porque a atribuem ao processo de envelhecimento ou por temer posterior restrição de suas atividades ou serem institucionalizados.
Quando as quedas não são relatadas e as medidas preventivas não são instituídas, os pacientes estão em risco de uma nova queda, o que impõe uma carga significativa sobre o sistema de saúde. Espera-se que essa carga aumente, dado o crescimento projetado de envelhecimento da população.
Quais são as causas de uma queda?
As quedas podem ser causadas por uma variedade de fatores, e entendê-los é crucial para prevenir acidentes e garantir a segurança. Entre as causas mais comuns estão os obstáculos no caminho, como tapetes soltos ou objetos fora do lugar, que podem desestabilizar uma pessoa enquanto ela caminha. Também existem fatores relacionados à saúde, como fraqueza muscular, problemas de equilíbrio ou mesmo efeitos colaterais de medicamentos, que podem contribuir para a perda de estabilidade. Além disso, condições ambientais, como pisos escorregadios, iluminação inadequada ou escadas mal projetadas, podem aumentar significativamente o risco de quedas. Em idades mais avançadas, a combinação desses fatores torna-se mais crítica, e é por isso que a conscientização e a adaptação do ambiente são essenciais para a prevenção de quedas.
O fator mais predominante de poder haver uma queda, é se já houve queda anterior, onde é causada através de outras causas anteriores, como:
- Fatores intrínsecos (declínio relacionado com a idade da função, distúrbios e efeitos adversos de medicamentos);
Alterações relacionadas à idade podem comprometer os sistemas envolvidos na manutenção do equilíbrio e da estabilidade (p. ex., ao permanecer em pé, andar ou sentar-se) e aumentam o risco de quedas. Acuidade visual, sensibilidade ao contraste, percepção de profundidade e adaptação ao escuro declinam. Perda ou distúrbios sensoriais e disfunção cerebelar podem diminuir os reflexos posturais e prejudicar o equilíbrio. As alterações dos padrões de ativação muscular e a capacidade de gerar força muscular e velocidade suficientes podem prejudicar a capacidade de manter ou recuperar o equilíbrio em resposta a perturbações (p. ex., pisar em superfície irregular, colisão).
- Fatores extrínsecos (riscos ambientais);
Os fatores ambientais podem aumentar o risco de quedas independentemente, ou de modo mais importante, interagindo com fatores intrínsecos. O risco é maior quando o ambiente exige maior controle postural e mobilidade (p. ex., ao caminhar sobre uma superfície escorregadia) e quando o ambiente não é familiar (p. ex., quando se muda para uma nova casa).
- Fatores situacionais (relacionados à atividade específica ou às circunstâncias de uma atividade — por exemplo, apressar-se para ir o banheiro no meio da noite);
Certas atividades ou decisões podem aumentar o risco de quedas e lesões relacionadas. Exemplos são
- Andar enquanto fala;
- Distrair-se com múltiplas tarefas e depois não perceber um risco ambiental (p. ex., um meio-fio ou um degrau);
- Apressar-se para ir ao banheiro (especialmente à noite, quando não estão totalmente despertos ou quando a iluminação pode ser inadequada);
- Correr para atender o telefone.
A demência pode exacerbar muitas dessas situações perigosas que levam a quedas. O prejuízo na cognição, no julgamento e na percepção do risco podem fazer com que os idosos se distraiam, se apressem e não percebam os riscos ambientais, aumentando significativamente o risco de quedas.
Como prevenir as quedas nos idosos?
O foco dever ser a prevenção ou diminuição do número de futuras quedas e de lesões relacionadas a quedas e, ao mesmo tempo, manter o máximo possível das funções e independência do paciente. No exame clínico periódico ou na consulta preventiva de saúde, deve-se perguntar aos pacientes sobre quedas no último ano e dificuldades com o equilíbrio ou a deambulação .
Pacientes que relatam uma única queda e não têm problemas de equilíbrio e marcha no teste de levantar e andar ou em teste similar devem receber informações gerais sobre a redução do risco de quedas. Isso deve incluir a maneira de utilizar os medicamentos de maneira segura e a diminuição dos riscos ambientais.
Pacientes que relatam mais de uma queda ou um problema com equilíbrio ou marcha devem passar por uma avaliação para quedas a fim de identificar os fatores de risco e as oportunidades para reduzir o risco.
Como a Fisioterapia pode ajudar?
Os pacientes que caíram mais de 1 vez ou tiveram problemas nos testes iniciais de equilíbrio e de marcha devem ser encaminhados à fisioterapia ou a um programa de exercícios. A fisioterapia ou os programas de exercício podem ser realizados em casa, se os pacientes tiverem dificuldade de locomoção.
Os fisioterapeutas personalizam programas de exercícios para melhorar o equilíbrio e a marcha e para corrigir problemas específicos e condições subjacentes que contribuem para o risco de queda.
A prática de exercícios de força ajuda a população idosa na manutenção da massa
muscular e da densidade óssea, enquanto os exercícios de equilíbrio melhoram a estabilidade corporal.
Alguns indivíduos se beneficiam do uso de dispositivos de apoio (p. ex., bengala, andador). A bengala pode ser adequada para pacientes com comprometimento mínimo da musculatura unilateral ou da articulação, mas os andadores, especialmente os com rodas, são mais apropriados aos indivíduos com risco aumentado de quedas atribuível à fraqueza bilateral das pernas ou coordenação prejudicada (os andadores com rodas podem ser perigosos para indivíduos que não conseguem se controlar adequadamente). Os fisioterapeutas podem auxiliar no ajuste ou no tamanho dos dispositivos e ensinar os indivíduos a usá-los.
Portanto, a prática regular de exercícicos físicos promove melhoras significativas nos aspectos equilíbrio, flexibilidade, funcionalidade e aumento da resistência muscular, reduzindo o risco de quedas e consequentemente quebrando o ciclo vicioso de quedas.
LOB Fisioterapia
https://lobfisioterapia.com/2025/01/31/fisioterapia-e-prevencao-de-quedas-na-terceira-idade/
domingo, 1 de outubro de 2023
Dia Internacional do Idoso.
https://luanabianchifisioterapia.wordpress.com/2023/10/01/dia-internacional-do-idoso/
Dia 01 de Outubro comemora se o dia internacional do idoso, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar a população sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos.
Uma vida mais longa traz consigo oportunidades, não apenas para os idosos e suas famílias, mas também para a sociedade como um todo.
A relevante prática de atividades físicas para pessoas da terceira idade, tem como um aspecto primordial, a devolução das AVD’S ( atividades de vida diária) e a valorização de um personagem importante da nossa sociedade.
O processo de envelhecimento envolve alterações neurobiológicas, estruturais e funcionais, impactando na perda do equilíbrio, agilidade e flexibilidade. Após aplicação de um programa de reabilitação fisioterápica, é possível observar manutenção e melhora na força muscular e equilíbrio, prevenindo assim quedas e possíveis internações, melhorando sua qualidade de vida.
quinta-feira, 13 de abril de 2023
Orientações sobre a prática de atividade física.
domingo, 29 de janeiro de 2023
Dor Crônica. o que é e como a Fisioterapia pode ajudar no tratamento.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2023
Atuação da Fisioterapia na Doença de Parkinson.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021
Fisioterapia no Idoso.
O processo de envelhecimento é um processo normal, onde todos os individuos irão passar, porém, temos várias alterações fisiológicas no nosso organismo.
A população idosa vem crescendo no decorrer dos anos, junto com o envelhecimento, temos as doenças associadas, as doenças crônicas.
Temos dois tipos de envelhecimento, o envelhecimento saudável ( senescência), ou patológico ( senelidade).
No envelhecimento saudável, o indivíduo apresenta o envelhecimento da forma fisiológica, lenta e progressiva, dentro dos padrões do envelhecimento e idade, de forma organizada, porém, não descartamos as alterções como a perda progressiva da massa muscular, massa óssea, aumento do tecido fibroso. Juntamente com essas alterações, há o risco de quedas devido a perda de massa muscular levando a fratura devido a fragilidade óssea.
Já no envelhecimento patológico, além das alterações fisiológicas, temos as doenças existentes, relacionadas a idade, que são as chamadas crônico- degenerativas, que podem ser agrupadas em neurodegenerativas (doença de Alzheimer e doença de Parkinson), cardiodegenerativas (doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral), osteodegenerativas (osteoporose, osteoartrose), entre outras , também o estilo de vida pregresso sedentário e má qualidade de vida, elevando ainda mais as chances de doenças.
Como a fisioterapia pode ajudar nessas fases?
A fisioterapia tem importante papel em todas as fazes do envelhecimento, atuando tanto na prevenção quanto na reablilitação e manutenção do quadro, promovendo sempre melhora na qualidade de vida.
Atuamos na questão motora, trabalhando na manutenção da força muscular, alongamento muscular, treino de equilíbrio, treino de marcha, reabilitação de fraturas, reabilitação de cirurgias e na prevenção das consequências do imobilismo.
Já na área respiratória, podemos atuar com o objetivo de melhor ventilar o pulmão, garantindo as trocas gasosas, manter vias aéreas pérveas evitanto assim possíveis infecções que podem levar à internação.
Melhoramos a qualidade de vida, dando melhor conforto para a realizações de AVD's ( atividades de vida diária).
Sugiro que familiares e profissionais da áreas sempre se atentem aos idosos, aos sinais que podem apresentar, sempre procurando ajudar e participar em todas as fases.
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