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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Fisioterapia Oncológica no Pós-Operatório de Câncer de Cabeça e Pescoço: Nova Evidência Científica Mostra Redução da Dor e Melhora da Função do Ombro.



A fisioterapia oncológica acaba de ganhar ainda mais força na literatura científica. Um ensaio clínico randomizado piloto publicado em 2025 demonstrou que a combinação de exercícios de fortalecimento com técnicas neurodinâmicas promove redução significativa da dor no ombro, melhora da funcionalidade e aumento da qualidade de vida em pacientes submetidos à dissecção cervical por câncer de cabeça e pescoço.
A disfunção do ombro é uma das complicações mais frequentes após esse tipo de cirurgia, impactando atividades simples do dia a dia, como pentear o cabelo, vestir-se ou elevar o braço. A nova pesquisa reforça que um protocolo fisioterapêutico estruturado e baseado em evidências científicas pode acelerar a recuperação e minimizar limitações funcionais.
O que o estudo mostrou?
✔️ Redução significativa da dor
✔️ Melhora da amplitude de movimento
✔️ Ganho de força muscular
✔️ Melhor desempenho funcional
✔️ Impacto positivo na qualidade de vida
Esses achados fortalecem a importância da fisioterapia especializada no pós-operatório oncológico, especialmente em casos de câncer de cabeça e pescoço.
Por que a fisioterapia oncológica é essencial?
Após cirurgias como a dissecção de linfonodos cervicais, estruturas musculares e nervosas podem ser afetadas, comprometendo o movimento do ombro. A atuação precoce da fisioterapia:
Previne rigidez articular
Reduz dor crônica
Restaura mobilidade
Diminui risco de incapacidade funcional
Promove retorno mais rápido às atividades diárias
A reabilitação adequada não é apenas complementar — ela é parte fundamental do tratamento global do paciente oncológico.
Fisioterapia baseada em evidência: o diferencial na reabilitação
A prática clínica moderna exige protocolos sustentados por estudos científicos de alta qualidade, como ensaios clínicos randomizados. Essa nova publicação reforça que intervenções específicas e bem direcionadas trazem resultados superiores quando comparadas a abordagens convencionais isoladas.
Na LOB Fisioterapia Domiciliar, a atuação é pautada em:
Avaliação individualizada
Protocolos atualizados
Segurança clínica
Foco em funcionalidade e qualidade de vida
Quer entender como a fisioterapia pode transformar a recuperação no pós-operatório oncológico?
Acompanhe nosso blog e fique por dentro das mais recentes evidências científicas em fisioterapia, reabilitação e saúde baseada em ciência.
🔎 Informação de qualidade gera decisões mais seguras.
📈 Reabilitação adequada gera resultados reais.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

A importância da atividade física no paciente oncológico: evidências científicas e o papel da fisioterapia.


O câncer e seus tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias  impactam profundamente a capacidade funcional, a força muscular, a fadiga, o equilíbrio e a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, a atividade física supervisionada deixou de ser apenas complementar e passou a ser considerada uma estratégia terapêutica fundamental no cuidado oncológico moderno.
Benefícios comprovados da atividade física no câncer
Diversos estudos científicos demonstram que a prática regular de exercícios, quando bem indicada e individualizada, traz benefícios significativos para pacientes oncológicos em diferentes fases do tratamento:
Redução da fadiga relacionada ao câncer, um dos sintomas mais prevalentes e incapacitantes
Preservação e ganho de força muscular e capacidade funcional
Melhora da qualidade de vida, do humor e da saúde mental
Redução de complicações associadas ao tratamento, como perda de massa muscular e descondicionamento físico
Contribuição para melhor controle de comorbidades, como doenças cardiovasculares e metabólicas
Além disso, evidências recentes indicam que pacientes fisicamente ativos apresentam melhor tolerância aos tratamentos oncológicos e menor risco de hospitalizações.
Exercício físico: seguro, mas individualizado
Apesar dos benefícios, é fundamental destacar que o exercício no paciente oncológico não deve ser genérico. Fatores como tipo de câncer, estágio da doença, presença de metástases, efeitos colaterais do tratamento, dor, fadiga e limitações funcionais precisam ser cuidadosamente avaliados.
É nesse ponto que a fisioterapia especializada se torna essencial, garantindo segurança, progressão adequada e resultados reais.
Como a Lob fisioterapia  Domiciliar pode ajudar?

A LOB Fisioterapia Domiciliar atua de forma personalizada no cuidado ao paciente oncológico, levando a reabilitação até o conforto do lar, com foco em segurança, funcionalidade e qualidade de vida.
Nossos diferenciais incluem:
Avaliação fisioterapêutica individualizada e baseada em evidências
Prescrição de exercícios terapêuticos adaptados à condição clínica do paciente
Atuação no controle da fadiga, dor e limitações funcionais
Reabilitação motora, respiratória e funcional no ambiente domiciliar
Acompanhamento próximo, humanizado e contínuo
A fisioterapia domiciliar permite maior adesão ao tratamento, reduz riscos de deslocamento e oferece um cuidado mais acolhedor, especialmente importante para pacientes oncológicos.
Conclusão
A atividade física é hoje reconhecida como uma intervenção segura, eficaz e indispensável no cuidado ao paciente com câncer. Quando orientada por fisioterapeutas capacitados, ela promove autonomia, melhora funcional e impacta positivamente a jornada do paciente oncológico.
A LOB Fisioterapia Domiciliar reafirma seu compromisso com um cuidado baseado em ciência, individualização e humanização, contribuindo ativamente para uma melhor qualidade de vida durante e após o tratamento do câncer.

Referências bibliográficas
Campbell KL et al. Exercise Guidelines for Cancer Survivors. Medicine & Science in Sports & Exercise. 2019.
Schmitz KH et al. American College of Sports Medicine Roundtable on Exercise Guidelines for Cancer Survivors. Med Sci Sports Exerc. 2010.
Buffart LM et al. Physical activity and outcomes in cancer survivors. CA: A Cancer Journal for Clinicians. 2021.
Silver JK, Baima J. Cancer Prehabilitation and Rehabilitation. CA Cancer J Clin. 2013.
Stout NL et al. Exercise and Rehabilitation in Oncology. Journal of Clinical Oncology. 2020.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Como a Fisioterapia Ajuda no Linfedema: Evidências Científicas Recentes.


O linfedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido linfático nos tecidos, geralmente nos membros, ocorrendo com frequência após tratamentos oncológicos como a mastectomia. Ele pode causar inchaço, dor, sensação de peso, limitação de movimento e impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.

Um artigo publicado em 2024, na revista Medical Oncology, realizou uma revisão sistemática de revisões sistemáticas (SR de SRs) sobre o impacto da Terapia de Drenagem Descongestiva Completa (CDT – Complete Decongestive Therapy) no linfedema secundário ao câncer de mama  a forma mais comum de linfedema pós-tratamento oncológico.

Nesta análise, os autores reuniram evidências de múltiplas revisões que incluíram centenas de estudos clínicos. Eles concluíram que:
A Terapia de Drenagem Descongestiva Completa (CDT) continua sendo o padrão de tratamento fisioterapêutico para linfedema relacionado ao câncer de mama.
Há evidências de que a CDT ajuda a reduzir o volume do linfedema, aliviar a dor e melhorar a função do membro afetado, especialmente quando aplicada de forma multimodal (incluindo drenagem linfática manual, compressão, exercícios e autocuidado).
Entretanto, a eficácia de componentes isolados como drenagem linfática manual ou exercício isolado pode ser limitada, e o impacto clínico depende em grande parte da qualidade e padronização da intervenção.

Outra meta-análise recente mostra que exercícios físicos, particularmente os que promovem resistência muscular, melhoram a força e a funcionalidade do membro superior em pessoas com linfedema pós-câncer de mama, além de contribuir para a qualidade de vida.

Referência bibliográfica principal
Gilchrist L, Levenhagen K, Davies CC, et al. Effectiveness of complete decongestive therapy for upper extremity breast cancer-related lymphedema: a review of systematic reviews. Med Oncol. 2024;41:297. DOI:10.1007/s12032-024-02421-6.

Como a Lob fisioterapia  Domiciliar Pode Ajudar?

1. Tratamento Personalizado em Casa
A LOB oferece fisioterapia domiciliar especializada em gestão do linfedema, com foco em:
Drenagem linfática manual (DLM) feita por fisioterapeuta especializado, respeitando os princípios da CDT.
Exercícios terapêuticos personalizados, com ênfase em resistência e alongamento do membro afetado (mostrados como eficazes na literatura para força e função).

2. Acompanhamento Constante e Educação
Linfedema é uma condição crônica, e o sucesso do tratamento depende de:
Rotina diária de autocuidado, incluindo orientações sobre compressão, postura e exercícios seguros.
Monitoramento contínuo dos sintomas, algo que a equipe da LOB pode realizar regularmente no conforto da sua casa.

3. Redução do Inchaço e Melhora da Qualidade de Vida
Aplicando o que a literatura científica recomenda (como a combinação de técnicas da CDT), a LOB pode ajudar a:
Reduzir o volume do membro afetado
Diminuir dor e sensação de peso
Melhorar amplitude de movimento.
Aumentar independência nas atividades do dia a dia

Estes resultados estão alinhados com o que as pesquisas sugerem sobre o impacto positivo da terapia física multimodal no linfedema.

 

domingo, 30 de novembro de 2025

🩺 Câncer de Próstata: Entenda a Doença e o Papel da Fisioterapia na Recuperação


O câncer de próstata é o tipo de câncer mais comum entre homens, especialmente acima dos 50 anos. Em muitos casos, a doença evolui de forma silenciosa, o que torna o diagnóstico precoce essencial. Exames como o PSA e o toque retal são fundamentais para identificar alterações ainda sem sintomas.

🔍 Principais sintomas (quando presentes):

Dificuldade para urinar

Jato urinário fraco

Aumento da frequência urinária

Dor óssea em casos avançados

Sangue na urina (menos comum)

🧬 Tratamentos mais comuns:

Dependem do estágio da doença e incluem:

Cirurgia (prostatectomia)

Radioterapia

Hormonioterapia

Vigilância ativa

Apesar da eficácia, alguns tratamentos podem gerar efeitos colaterais, especialmente urinários, sexuais e funcionais.

💪 Como a Fisioterapia Domiciliar da LOB ajuda na recuperação?

A reabilitação fisioterapêutica é uma etapa fundamental após o tratamento oncológico especialmente após cirurgias ou radioterapia.

A LOB Fisioterapia Domiciliar oferece suporte especializado nas seguintes áreas:

🔸 1. Reabilitação do assoalho pélvico

Após a prostatectomia, é comum que o paciente apresente:

Incontinência urinária

Redução da força perineal

Alterações sexuais

A fisioterapia com exercícios específicos fortalece a musculatura pélvica, acelera o controle urinário e melhora a qualidade de vida.

🔸 2. Recuperação funcional global

O tratamento do câncer pode causar:

Fadiga intensa

Perda de massa muscular

Redução da mobilidade

A LOB trabalha com programas individualizados para restaurar força, equilíbrio e autonomia no dia a dia.

🔸 3. Controle da dor e rigidez

Técnicas manuais e exercícios direcionados reduzem desconfortos decorrentes da cirurgia ou posições prolongadas.

🔸 4. Atendimento no conforto do lar

A modalidade domiciliar garante:

Segurança e praticidade

Menor risco de infecções

Acompanhamento próximo e humanizado

Maior adesão ao tratamento

🏥 Recuperação completa começa em casa

Com a equipe especializada da LOB Fisioterapia Domiciliar, o paciente recebe assistência profissional, individualizada e adaptada à sua fase de tratamento e objetivos.

A fisioterapia é parte essencial do cuidado integral ao paciente com câncer de próstata promovendo independência, bem-estar e qualidade de vida.


domingo, 29 de janeiro de 2023

Dor Crônica. o que é e como a Fisioterapia pode ajudar no tratamento.

       
 A dor crônica é caracterizada como aquela dor que dura mais de 3 meses após seu início e é maior que 1 mês após a resolução de uma lesão tecidual aguda acompanhada de uma lesão que não se cura. Pode vir acompanhada de diferentes patologias, como o câncer, hérnia de disco, lesão ligamentar, dor neuropática, fibromialgia entre outras. 
    A dor crõnica pode causar diversos sintomas como o cansaço, alerações no sono, diminuição do apetite, perda do paladar, onde pode gerar depressão e ansiedade, interferindo na qualidade de vida e nas atividades da vida diária. Seu tratamento está na utilização de fármacos segundo orientação médica e temos a fisioterapia como grande auxílio para a melhora da dor, onde utilizamos técnicas manuais e exercícios onde melhoram sua amplitude de movimento, alongamento muscular, fortalecimento , auxiliando assim sua coordenação motora, melhora sua flexibilidade fazendo que com isso, tenha uma melhora nas suas ações de atividades de vida diária.
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Câncer x Fisioterapia x Tratamento Paliativo

 




O câncer é o nome dado ao conjunto de alterações patológicas e malignas que ocorrem na célula, podendo se espalhar para diferentes regiões do corpo, alterando assim a função fisiológica e estrutural do organismo. Em decorrência das alterações sistêmicas, há o prejuízo estrutural, debilitando assim a qualidade de vida do paciente associado ao tratamento oncológico e suas consequências. Diante das consequências, há o tratamento paliativo que , segundo a OMS ( Organização Mundial da Saúde) define que os cuidados paliativos são medidas que melhoram a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam uma doença terminal, por meio da prevenção e alívio do sofrimento e por meio de identificação precoce. A avaliação correta e o tratamento da dor e de outros problemas físicos, psicológicos, sociais e espirituais fazem parte desses cuidados paliativos (INCA, 2001; MARCUCCI, 2005).

A qualidade de vida é um amplo conceito que envolve questões psicológicas, interações sociais e nível de independência. O câncer apresenta alguns sintomas como a dor, e associados aos efeitos do tratamentos, temos a fadiga, neuropatias, edemas e a fraqueza muscular.

A fisioterapia tem grande importância no seu tratamento, como a questão paliativa de dar melhor conforto ao paciente e também como a manutenção e profilaxia.

A assistência fisioterapêutica deve estar presente, em todos os estágios da doença. Os pacientes oncológicos que necessitarem de intervenção cirúrgica iniciam o acompanhamento no pré-operatório, conhecido como atuação na oncologia precoce, que vem desempenhando um importante papel na prevenção e minimização desses efeitos adversos do tratamento do câncer. O enfoque durante o período de internação deve ser global, evitando, minimizando e tratando complicações respiratórias, motoras e circulatórias.

O impacto que a dor crônica trás ao paciente.

A dor crônica é invisível. Mas o impacto que ela causa é profundamente real. Um estudo qualitativo com pessoas que convivem com dor crônic...