domingo, 15 de fevereiro de 2026

DPOC


A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva que causa limitação do fluxo aéreo, falta de ar, intolerância ao esforço e impacto significativo na qualidade de vida. Felizmente, as evidências científicas mais recentes reforçam que a fisioterapia tem papel fundamental no tratamento e na evolução clínica desses pacientes.

Estudos publicados entre 2024 e 2025 destacam três pilares principais da fisioterapia na DPOC:

1️⃣ Treinamento da musculatura inspiratória
Metanálises recentes demonstram que o treinamento específico dos músculos respiratórios:
Aumenta a força muscular inspiratória
Reduz a sensação de falta de ar (dispneia)
Melhora a qualidade de vida
Protocolos com intensidade moderada, realizados pelo menos três vezes por semana e com sessões curtas (até 20 minutos), apresentaram resultados significativos.

2️⃣ Reabilitação pulmonar estruturada
Programas que combinam:
Exercícios aeróbicos
Treino de força muscular
Exercícios respiratórios
Educação em saúde
Mostraram melhora na capacidade funcional, redução de internações após exacerbações e melhor controle dos sintomas.

3️⃣ Exercícios integrados e funcionais
Programas que associam exercícios respiratórios com movimentos corporais globais também demonstraram benefícios adicionais na função pulmonar e na tolerância ao esforço.

A DPOC não afeta apenas os pulmões, ela compromete o condicionamento físico, a autonomia e a segurança do paciente. A fisioterapia atua diretamente:
✔️ Melhorando a eficiência respiratória
✔️ Reduzindo crises e exacerbações
✔️ Aumentando a capacidade funcional
✔️ Promovendo independência e qualidade de vida

Na Lob fisioterapia  Domiciliar, o cuidado é individualizado, baseado em evidências científicas atualizadas e adaptado à realidade do paciente.
O atendimento domiciliar oferece benefícios importantes para pacientes com DPOC:
Maior conforto e segurança
Redução do risco de exposição a infecções
Programa personalizado conforme limitações funcionais
Acompanhamento contínuo e monitoramento da evolução
Nosso foco é proporcionar não apenas melhora respiratória, mas também mais autonomia, qualidade de vida e confiança para o paciente retomar suas atividades diárias.

As metanálises mais recentes confirmam: a fisioterapia é parte indispensável no tratamento da DPOC. Quando aplicada de forma estruturada e personalizada especialmente no ambiente domiciliar os resultados são ainda mais significativos.
Se você ou um familiar convive com DPOC, saiba que é possível viver melhor com acompanhamento adequado e baseado em evidência científica.

A LOB Fisioterapia Domiciliar está preparada para cuidar de você com excelência, segurança e ciência.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

🟣 Fevereiro Roxo: o que a metanálise mostra sobre fisioterapia no Lúpus.


O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que pode gerar fadiga persistente, dor musculoesquelética, fraqueza e redução importante da capacidade funcional.

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada pela Cochrane Rehabilitation avaliou ensaios clínicos sobre programas de exercício como terapia adjunta no LES. A análise mostrou que o exercício estruturado é seguro e bem tolerado, especialmente em pacientes com doença estável, e pode contribuir para melhora da aptidão física e da capacidade funcional. No entanto, os autores destacam que ainda são necessários estudos com maior robustez metodológica para confirmar efeitos consistentes sobre fadiga, dor e atividade inflamatória da doença.

🔎 O que essa evidência nos ensina?
Que o exercício não é apenas complementar , ele é parte estratégica do cuidado quando prescrito de forma individualizada, respeitando fase da doença, nível de atividade inflamatória e condição clínica do paciente.
É exatamente nesse ponto que a fisioterapia se torna essencial:
✔ Avaliação funcional detalhada
✔ Prescrição segura de exercício aeróbico e resistido
✔ Monitoramento de sintomas e resposta clínica
✔ Educação para autogerenciamento da doença
Na Lob fisioterapia , atuamos com base em evidências científicas, transformando dados de metanálises em protocolos personalizados, seguros e adaptados à realidade de cada paciente.
Neste Fevereiro Roxo, reforçamos: conscientização, acompanhamento multidisciplinar e movimento orientado são pilares para promover autonomia, qualidade de vida e funcionalidade em pessoas com lúpus.

🟣 Ciência orienta. Cuidado individualiza. Movimento fortalece.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Fisioterapia e fibromialgia


A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga persistente, distúrbios do sono e alterações cognitivas.

Estima-se que cerca de 2% a 3% da população mundial conviva com a condição, com maior prevalência em mulheres adultas.
Embora ainda não exista cura, a literatura científica atual reforça que a fisioterapia é uma das principais estratégias não farmacológicas para o controle dos sintomas, promovendo melhora funcional e qualidade de vida.

O que dizem os estudos recentes sobre fisioterapia na fibromialgia.
1️⃣ Exercício terapêutico como intervenção de primeira linha
Uma revisão publicada em 2025 no periódico The Egyptian Journal of Hospital Medicine (El-Sayed et al., 2025) analisou intervenções fisioterapêuticas baseadas em evidência e concluiu que:
Exercícios aeróbicos moderados
Treinamento de força progressivo
Alongamentos e mobilizações
estão associados à redução significativa da dor, melhora da força muscular, aumento da amplitude de movimento e melhora da função física global.
Os autores destacam que a regularidade e a individualização do tratamento são fatores determinantes para o sucesso terapêutico.
2️⃣ Exercícios aquáticos e dor crônica
Um ensaio clínico publicado em 2024 no periódico Healthcare (MDPI) demonstrou que programas de exercícios em ambiente aquático promovem redução da dor e melhora da qualidade de vida em pacientes com fibromialgia.
A explicação fisiológica envolve:
Redução da sobrecarga articular
Relaxamento muscular em água aquecida
Estímulo circulatório
Melhor tolerância ao movimento
Esse tipo de intervenção é especialmente indicado para pacientes com baixa tolerância ao exercício em solo.
3️⃣ Dose ideal de exercício aeróbico
Uma meta-análise publicada em 2025 na revista Frontiers in Physiology (Zhang et al., 2025) avaliou diferentes protocolos de exercício aeróbico em pacientes com fibromialgia.
Os resultados indicam que:
Exercício aeróbico moderado
Frequência de 2 a 3 vezes por semana
Supervisão profissional
estão associados à maior redução da dor e melhora funcional.
Os autores reforçam que intensidade excessiva pode aumentar sintomas, sendo essencial o acompanhamento fisioterapêutico individualizado.
4️⃣ Fotobiomodulação como terapia complementar
Estudo experimental publicado em 2025 no periódico Applied Sciences (MDPI) demonstrou que a fotobiomodulação (terapia com luz de baixa intensidade) pode contribuir para:
Redução da dor
Melhora do sono
Aumento da funcionalidade
Quando associada ao exercício terapêutico, a resposta clínica tende a ser ainda mais significativa.

Com base nas evidências científicas atuais, a fisioterapia atua por meio de:
✔ Prescrição individualizada de exercícios
✔ Educação em dor crônica
✔ Técnicas manuais e miofasciais
✔ Estratégias de progressão gradual de carga
✔ Treinamento funcional
O objetivo não é apenas reduzir a dor, mas restaurar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.
A abordagem ideal é multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos e outros profissionais da saúde.

O Fevereiro Roxo é uma campanha nacional de conscientização sobre doenças crônicas como fibromialgia, lúpus e Alzheimer.
A campanha reforça três pilares fundamentais:
Informação baseada em evidência
Diagnóstico precoce
Cuidado contínuo e humanizado
A fibromialgia é considerada uma “doença invisível”, pois seus sintomas não são aparentes externamente, o que frequentemente gera estigmatização. O Fevereiro Roxo tem como objetivo ampliar o entendimento social e incentivar a busca por tratamento adequado.
Para profissionais da saúde, é também um momento de reforçar práticas baseadas em evidência científica e ampliar o acesso a terapias seguras e eficazes.

A literatura científica atual demonstra que a fisioterapia é peça central no tratamento da fibromialgia, especialmente por meio do exercício terapêutico individualizado, programas aquáticos e terapias complementares.
Associar esse cuidado ao movimento de conscientização do Fevereiro Roxo fortalece a importância do diagnóstico adequado, do tratamento multidisciplinar e da valorização da qualidade de vida do paciente.
Referências Bibliográficas
El-Sayed, A. et al. (2025). Evidence-Based Physiotherapy Interventions in Fibromyalgia. The Egyptian Journal of Hospital Medicine.
Zhang, Y. et al. (2025). Dose-response effects of aerobic exercise in fibromyalgia: systematic review and meta-analysis. Frontiers in Physiology.
Andrade, L. et al. (2024). Aquatic Exercise in Fibromyalgia Patients: Clinical Outcomes. Healthcare (MDPI).
Martins, R. et al. (2025). Photobiomodulation Effects in Fibromyalgia. Applied Sciences (MDPI).

DPOC

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva que causa limitação do fluxo aéreo, falta de ar, intole...