sexta-feira, 26 de junho de 2026

O impacto que a dor crônica trás ao paciente.


A dor crônica é invisível. Mas o impacto que ela causa é profundamente real.
Um estudo qualitativo com pessoas que convivem com dor crônica revelou algo que vai muito além da intensidade da dor: o verdadeiro desafio é viver diariamente com uma condição que poucos conseguem compreender.

Quem convive com dor crônica frequentemente enfrenta:
✔️ A dificuldade de ser acreditado, já que a dor nem sempre aparece em exames ou sinais visíveis.
✔️ Anos em busca de um diagnóstico e de um tratamento eficaz.
✔️ Limitações que afetam trabalho, relacionamentos, lazer e qualidade de vida.
✔️ Impactos emocionais importantes, como ansiedade, depressão e o sentimento de perda da própria identidade.
✔️ A necessidade constante de defender a própria condição e participar ativamente das decisões sobre seu tratamento.

Como fisioterapeuta, acredito que tratar a dor não significa apenas reduzir sintomas.
Significa compreender a pessoa como um todo, respeitar sua história, utilizar estratégias baseadas em evidências científicas e construir, junto ao paciente, um plano terapêutico que devolva funcionalidade, autonomia e confiança.
A ciência da dor evoluiu muito nos últimos anos. Hoje sabemos que uma abordagem integrada , envolvendo educação em dor, exercícios terapêuticos individualizados e participação ativa do paciente , pode transformar resultados e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Na LOB Fisioterapia, nosso compromisso é oferecer um atendimento humanizado, baseado em evidências e centrado no paciente, porque cada história merece ser ouvida antes de ser tratada.
A dor pode ser invisível para os outros. Mas para quem a vive, ela nunca deve ser ignorada.

Referência
Bruce M, et al. Understanding the chronic pain journey and coping strategies that patients use to manage their chronic pain: a qualitative, patient-led Canadian study. Artigo comentado e traduzido em: Dor Crônica – O Blog. Acesso em 26 jun. 2026.
Acesso pelo Dor Crônica .


terça-feira, 23 de junho de 2026

Transformação digital na Saúde.

A transformação digital não está mudando apenas os processos. Está redefinindo a forma como lideramos pessoas.

Em um cenário cada vez mais orientado por dados, Inteligência Artificial e automação, muitas organizações investem em tecnologia buscando eficiência, produtividade e melhores resultados. No entanto, existe um fator que permanece insubstituível: as pessoas.

Como destaca Idalberto Chiavenato em suas reflexões mais recentes sobre Gestão de Pessoas, a tecnologia deve atuar como uma ferramenta de potencialização do capital humano, e não como um substituto da capacidade humana de inovar, liderar e transformar.

No setor da saúde, essa discussão é especialmente relevante.

Prontuários eletrônicos, telemedicina, análise de indicadores assistenciais e ferramentas de gestão oferecem oportunidades extraordinárias para aprimorar processos. Porém, a excelência continua sendo construída por profissionais capacitados, equipes engajadas e lideranças comprometidas com o desenvolvimento humano.

A verdadeira transformação digital acontece quando a inovação tecnológica caminha ao lado da valorização das pessoas.

As organizações que compreenderem esse equilíbrio estarão mais preparadas para enfrentar os desafios atuais e construir resultados sustentáveis no futuro.

Tecnologia evolui rapidamente.

O desenvolvimento humano deve evoluir na mesma velocidade.

Qual é a sua percepção? Sua organização está utilizando a tecnologia para fortalecer as pessoas ou apenas para automatizar processos?

Referência bibliográfica: CHIAVENATO, Idalberto. O impacto revolucionário das novas tecnologias na gestão de pessoas. Instituto Chiavenato, 2025.

domingo, 7 de junho de 2026

Treinamento de força na Menopausa.

Treinamento de força na menopausa: uma intervenção baseada em evidências para a promoção da saúde da mulher

A menopausa é um processo fisiológico natural marcado por importantes alterações hormonais, especialmente pela redução dos níveis de estrogênio. Essas mudanças podem favorecer a perda de massa muscular, a diminuição da densidade mineral óssea, o aumento da gordura corporal e a redução da capacidade funcional, impactando diretamente a qualidade de vida das mulheres.

Nesse contexto, o treinamento de força tem se destacado como uma das intervenções não farmacológicas mais eficazes para minimizar os efeitos do envelhecimento e das alterações hormonais associadas à menopausa.

Uma revisão sistemática com meta-análise publicada por González-Gálvez et al. (2024) demonstrou que programas de treinamento resistido promovem ganhos significativos de força muscular, melhora da composição corporal e aumento da capacidade funcional em mulheres pós-menopausa.

Além disso, evidências recentes apresentadas por Zhao et al. (2025) indicam que o treinamento de força exerce papel fundamental na manutenção e no aumento da densidade mineral óssea, contribuindo para a prevenção da osteopenia e da osteoporose, condições altamente prevalentes nessa fase da vida.

Outro aspecto relevante é a preservação da independência funcional. Segundo Whitman et al. (2025), a prática regular de exercícios resistidos está associada à melhora do equilíbrio, da mobilidade e da funcionalidade global, fatores essenciais para a prevenção de quedas e para a promoção de um envelhecimento saudável.

Mais do que uma estratégia voltada ao desempenho físico, o treinamento de força deve ser compreendido como uma ferramenta terapêutica capaz de contribuir para a saúde musculoesquelética, metabólica e emocional das mulheres durante e após a transição menopausal.

Na LOB Fisioterapia, acreditamos que a atuação baseada em evidências científicas é fundamental para promover qualidade de vida, autonomia e envelhecimento saudável. O acompanhamento individualizado e a prescrição adequada de exercícios são pilares essenciais para que cada mulher atravesse essa fase com mais segurança, funcionalidade e bem-estar.

Referências

González-Gálvez N, Moreno-Torres JM, Vaquero-Cristóbal R. Resistance training effects on healthy postmenopausal women: a systematic review with meta-analysis. Climacteric. 2024.

Zhao F, et al. Optimal resistance training parameters for improving bone mineral density in postmenopausal women: a systematic review and meta-analysis. Journal of Orthopaedic Surgery and Research. 2025.

Whitman PW, et al. Does exercising during peri- or early post-menopause prevent bone and muscle loss? A systematic review. Bone. 2025.

O impacto que a dor crônica trás ao paciente.

A dor crônica é invisível. Mas o impacto que ela causa é profundamente real. Um estudo qualitativo com pessoas que convivem com dor crônic...