A entorse de tornozelo permanece como uma das lesões musculoesqueléticas mais prevalentes na prática clínica e esportiva, com taxas relevantes de recorrência e progressão para instabilidade crônica de tornozelo (Chronic Ankle Instability – CAI) quando não há reabilitação adequada.
A literatura recente reforça que intervenções fisioterapêuticas estruturadas são determinantes para a restauração funcional.
Uma revisão sistemática com metanálise publicada em 2024 no periódico Systematic Reviews (BMC) avaliou ensaios clínicos randomizados envolvendo pacientes com instabilidade crônica de tornozelo. O estudo demonstrou que programas de treino de equilíbrio promovem melhora significativa na estabilidade dinâmica (medida por testes como SEBT – Star Excursion Balance Test), além de ganhos em escores funcionais como o FAAM (Foot and Ankle Ability Measure). A análise também mostrou que o treino de equilíbrio apresenta efeitos comparáveis ao treino de força, com benefícios clínicos relevantes na funcionalidade global do tornozelo.
Complementarmente, uma metanálise publicada em 2025 na revista Scientific Reports (Nature Portfolio) investigou intervenções baseadas em Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (PNF) em indivíduos com instabilidade crônica. Os resultados apontaram melhora significativa no equilíbrio postural, força muscular peritársica e redução da instabilidade percebida, além de impacto positivo na dor ao longo do período de reabilitação.
Outra síntese quantitativa recente indexada na PubMed, publicada em 2024, reforçou que programas estruturados de exercícios terapêuticos combinando propriocepção, fortalecimento e controle neuromuscular reduzem risco de recorrência e melhoram o retorno seguro às atividades esportivas quando comparados a intervenções passivas isoladas.
Os achados convergem para três pilares fundamentais na reabilitação da entorse de tornozelo:
• Treinamento neuromuscular progressivo
• Exercícios específicos de equilíbrio e propriocepção
• Fortalecimento funcional com progressão baseada em critérios
A abordagem passiva isolada demonstra eficácia limitada quando comparada a protocolos ativos e estruturado.
Na Lob fisioterapia Domiciliar, incorporamos essas evidências científicas em protocolos individualizados, com:
✔ Avaliação funcional baseada em escalas validadas
✔ Treino neuromuscular progressivo no ambiente real do paciente
✔ Estratégias de prevenção secundária de recorrência
✔ Monitoramento sistemático de evolução funcional
O atendimento domiciliar especializado permite maior adesão, personalização do estímulo terapêutico e aplicação prática das recomendações baseadas em evidência transformando dados científicos em resultado funcional concreto.
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