O uso prolongado de bloqueadores neuromusculares (BNMs) pode levar ao desenvolvimento da síndrome da fraqueza muscular adquirida na UTI (FMA-UTI), condição caracterizada por redução significativa da força muscular e da capacidade funcional, decorrente de disfunção neuromuscular e atrofia muscular. Essa síndrome impacta negativamente o processo de reabilitação, prolonga o tempo de ventilação mecânica, aumenta a permanência na unidade de terapia intensiva e está associada a piores desfechos clínicos.
O risco de FMA-UTI é potencializado pela associação entre bloqueio neuromuscular, sedação profunda e imobilização prolongada, fatores que contribuem para alterações estruturais e metabólicas do músculo esquelético. Nesse contexto, a fisioterapia precoce desempenha papel fundamental tanto na prevenção quanto na redução da gravidade da FMA-UTI. Intervenções fisioterapêuticas iniciadas precocemente, como mobilização passiva e ativa assistida, exercícios terapêuticos, posicionamento adequado, estimulação elétrica neuromuscular e estratégias de redução da imobilidade, têm demonstrado melhora da força muscular, preservação da funcionalidade e recuperação mais rápida da independência funcional.
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